Campo Grande (MS) – Irregularidades em grande quantidade apresentadas pelo Supermercado Gauchão, localizado no Jardim Itamaracá, foram alvo de reclamação de consumidor e motivaram a fiscalização da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho –Sedhast a se deslocar até o estabelecimento comercial contando com apoio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo – Decon/MS.
No local tanto fiscais como os policiais puderam constatar a existência de elevado volume de carnes e embutidos, como linguiças, deteriorados e sem condições de consumo, armazenadas em câmaras frias juntamente com carne recém chegada e que seria exposta nos balcões para comercialização ao publico. Em conversa com empregados do mercado as equipes tomaram conhecimento de que os produtos, mesmo apresentando aspecto insalubre, ao invés de serem destinados ao descarte seriam utilizados para a fabricação de linguiça.
Demonstrando total descaso com os prejuízos que o consumo poderia causar às pessoas, os responsáveis pelo supermercado, tendo conhecimento da ausência de qualidade da carne e como forma de evita que exalasse cheiro muito forte, a armazenava em uma solução de água com vinagre para, posteriormente utilizá-la no fabrico de embutidos. Devido aos problemas houve necessidade de interdição do açougue.
Ao verificar a falta de qualidade dos produtos, integrantes da Decon recolheram cerca de 20 quilos entre carne e linguiça para avaliação por peritos. Além disso, a Delegacia do Consumidor intimou o proprietário e um dos funcionários do supermercado a comparecer à sua sede onde prestaram esclarecimentos a respeito das irregularidades, tendo sido formalizado Boletim de Ocorrência, responsabilizando-os.
Outras irregularidades
Não bastasse os problemas detectados com as carnes, também foram encontradas irregularidades no setor de frios e congelados. Como exemplo, aproximadamente 125 quilos de pescado, inteiros, nas espécies de pacu (28 quilos) e pintado (107 quilos) inteiros foram considerados impróprios para o consumo uma vez que estavam armazenados de forma irregular, juntamente com polpas de frutas e legumes congelados.
Além disso foram encontrados produtos vencidos como é o caso de iogurtes, flocos de milho e bolos, sem informações de procedência, nutricionais ou validade a exemplo de mini panetones, mousse e bolos e, ainda, impróprios para o consumo devido a armazenagem de forma indevida entre eles, canjica branca, farinha de rosca e coxinha de frango.
Os problemas não param por aí. O responsável pelo mercado apresentou a documentação solicitada composta por alvará de funcionamento, licença da Vigilância Sanitária além do certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, todos vencidos. O superintendente do Procon, Marcelo Salomão, afirma que “somente com a colaboração do consumidor ao denunciar as irregularidades, o Procon Estadual pode tomar providências de forma a evitar que comerciantes inescrupulosos prejudiquem as pessoas que necessitam adquirir, inclusive, gêneros de primeira necessidade”.
Waldemar Hozano – Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS Fotos : Procon/MS